Pagamentos digitais como fator de confiança: o verdadeiro motor da conversão no e-commerce

Pagamentos digitais como fator de confiança: o verdadeiro motor da conversão no e-commerce

Anos atrás, o crescimento do e-commerce foi explicado com base em variáveis como preço, disponibilidade de produtos e eficiência logística. No entanto, em mercados como a América Latina, onde a digitalização avança em ritmos desiguais, existe um fator menos visível, porém mais determinante: a confiança. Nesse contexto, os pagamentos digitais deixaram de ser apenas uma camada operacional para se tornarem um ponto crítico da experiência do usuário e, em muitos casos, o principal habilitador, ou inibidor, da conversão.

Sem dúvida, o pagamento é considerado a etapa mais crítica do processo de compra online. 59% dos compradores digitais abandonam o carrinho quando seu método de pagamento preferido não está disponível, segundo o estudo Detrás del clic: el ecosistema que sostiene el e-commerce en LATAM, realizado pela Endeavor.

Em nível global, de acordo com o relatório da Endeavor, os comércios aceitam em média quatro ou cinco métodos de pagamento, refletindo a demanda por opções por parte de consumidores digitais mais maduros. No entanto, apenas 38% dos adultos na região têm acesso a serviços financeiros digitais, o que representa uma oportunidade massiva.

O maior freio do e-commerce não é o preço, é a desconfiança

Um dos erros mais comuns na estratégia digital é assumir que a principal barreira para concretizar uma compra é o preço. A evidência na região sugere o contrário. Uma proporção significativa de usuários abandona o processo de compra no momento do pagamento, mesmo após demonstrar uma clara intenção de compra. Esse comportamento não responde necessariamente a uma avaliação econômica, mas sim a uma percepção de risco.

O maior ponto de dor está no final do funil: quando você já fez tudo certo e o pagamento falha. — Jorge Cabrera, Diretor Comercial do Mercado Pago no México.

A incerteza sobre a segurança da transação, a possibilidade de rejeição ou a falta de clareza no processo são fatores que geram fricção e corroem a confiança do usuário em questão de segundos. Nesse sentido, a decisão de não pagar não é racional, mas preventiva: diante da dúvida, o usuário abandona.

Pagamentos digitais: de infraestrutura à experiência

Durante muito tempo, os pagamentos digitais foram tratados como um componente técnico dentro do ecossistema digital. Sua função era operar corretamente, permanecer invisível e não interferir na experiência. Atualmente, essa visão é limitada. Os pagamentos não apenas processam transações, mas também comunicam confiança.

Hoje o usuário não espera. Se em 5 segundos não consegue comprar, ele vai embora. Cada fricção no processo de pagamento é uma oportunidade perdida e um cliente que não retorna. — Vadim Danko, Gerente Comercial para Riskified LATAM e fundador da LATAM Commerce.

Isso implica que cada elemento do processo de pagamento, desde a seleção do método até a confirmação final, faz parte de uma experiência que deve ser projetada com o mesmo nível de detalhe que qualquer outro ponto de contato com o usuário.

A capacidade de uma empresa de converter depende, em grande medida, de sua habilidade de reduzir a percepção de risco nesse momento crítico.

Por que um processo de pagamento lento impacta mais que um preço alto

A relação entre a experiência do usuário e o abandono se torna especialmente evidente no processo de pagamento. Enquanto o preço pode ser avaliado, comparado ou até justificado pelo usuário, a fricção no pagamento gera uma resposta imediata que dificilmente se reverte.

Um processo lento, com múltiplas etapas ou com erros pouco claros, gera dúvidas sobre a confiabilidade da plataforma. Cada segundo adicional não apenas aumenta a probabilidade de abandono, mas também enfraquece a percepção de profissionalismo e segurança.

Nesse contexto, otimizar o processo de pagamento deixa de ser uma melhoria incremental e se torna uma alavanca direta de conversão. Reduzir tempos de carregamento, simplificar fluxos e oferecer clareza em cada etapa são decisões que impactam diretamente os resultados do negócio.

Um usuário pode completar todo o processo de compra, mas se o pagamento falha ou é complexo, a venda se perde. —Jorge Cabrera,Diretor Comercial do Mercado Pago no México.

Relação direta entre experiência de compra e abandono

A experiência do usuário no pagamento é um dos fatores mais subestimados na estratégia de ecommerce. No entanto, seu impacto é profundo, especialmente em mercados onde a confiança digital ainda está em construção.

Elementos como clareza nas mensagens, disponibilidade de métodos relevantes e transparência em possíveis erros melhoram a experiência e reduzem a incerteza. Quando o usuário entende o que está acontecendo, a percepção de risco diminui significativamente.

Nesse sentido, o checkout deve focar não apenas na eficiência, mas na construção de certeza. A experiência não deve deixar margem para dúvidas. — Jorge Cabrera, diretor comercial do Mercado Pago no México.

Pagamentos digitais na LATAM: entre oportunidade e fricção

O contexto latino-americano apresenta um cenário de grande potencial, mas também de complexidade. A diversidade nos níveis de bancarização, a coexistência de múltiplos métodos de pagamento, como Pix, Dimo, Yape e Bre-B,  e a incidência de fraudes configuram um ambiente em que cada transação implica um equilíbrio delicado entre conversão e segurança.

O desafio para as empresas de transporte não é apenas oferecer mais métodos de pagamento, mas acompanhar a transição para a digitalização, compreendendo as limitações estruturais de cada mercado. — Jorge Cabrera, Diretor Comercial da Mercado Pago no México.

As empresas que operam na região devem não apenas facilitar o pagamento, mas também gerenciar ativamente os riscos associados. Isso implica implementar estratégias antifraude que não prejudiquem a conversão e otimizar as taxas de aprovação sem comprometer a segurança do ecossistema.

Confiança transacional: o KPI que você não está medindo

Tradicionalmente, o desempenho dos pagamentos digitais é medido com base em indicadores isolados, como a taxa de aprovação ou o nível de fraude. No entanto, essa abordagem fragmentada limita a compreensão do impacto real na conversão.

Na prática, esses indicadores estão profundamente interligados e devem ser analisados como parte de um sistema mais amplo: a confiança transacional. Esse conceito integra três dimensões-chave (aprovação, segurança e experiência) e permite entender como elas interagem entre si para influenciar a decisão final do usuário.

Quando uma dessas variáveis falha, as demais são afetadas. Um excesso de atrito reduz a conversão, um aumento na fraude gera mais rejeições e uma experiência ruim enfraquece a percepção de segurança. Somente quando essas dimensões são gerenciadas de forma integrada, é possível construir um ambiente que favoreça a conversão sustentável.

O equilíbrio que impulsiona o crescimento

O desafio não está em escolher entre conversão e segurança, mas em encontrar um ponto de equilíbrio onde ambas possam coexistir. As empresas que alcançam esse equilíbrio são aquelas que entendem os pagamentos como uma capacidade estratégica e não apenas como uma função operacional.

Otimizar a aprovação, reduzir a fraude e criar experiências de pagamento fluidas não são objetivos independentes, mas componentes de uma mesma estratégia voltada para fortalecer a confiança do usuário. 

Os pagamentos digitais evoluíram de um componente técnico para se tornarem um fator central da experiência do cliente. 

É por isso que o futuro do transporte terrestre não depende apenas de vender mais bilhetes, mas de facilitar o processo de pagamento. Simplificar a última etapa do funil é uma das formas mais eficazes de melhorar a conversão, o valor médio do bilhete e a experiência do passageiro.

Inteligência artificial no transporte terrestre: como transformar dados em decisões que impulsionam a rentabilidade

Inteligência artificial no transporte terrestre: como transformar dados em decisões que impulsionam a rentabilidade

Descubra como a inteligência artificial está transformando o transporte terrestre ao converter dados em decisões estratégicas, otimizando preços, demanda e a experiência do passageiro.

O transporte terrestre, com um valor estimado de mais de 80 bilhões de dólares em nível global, continua sendo uma das indústrias com maior oportunidade de evolução digital. 

Mercados como Brasil e México se destacam por sua relevância no cenário internacional, mas ainda enfrentam desafios importantes na adoção tecnológica. Esse contraste entre escala e maturidade digital evidencia uma oportunidade clara: não se trata apenas de digitalizar processos, mas de repensar como as decisões são tomadas dentro do negócio para torná-lo mais eficiente, rentável e centrado no passageiro.

Nesse contexto, a inteligência artificial (IA) se posiciona como um habilitador estratégico, não pela novidade tecnológica que representa, mas por sua capacidade de transformar dados em decisões acionáveis. No entanto, para compreender seu verdadeiro impacto, é necessário começar desmistificando-a.

Além do hype: o que é inteligência artificial

Falar de inteligência artificial no transporte costuma remeter a chatbots ou automações básicas. No entanto, essa visão é limitada. Não se trata de uma ferramenta isolada, mas de uma combinação de capacidades que incluem análise preditiva, recomendação de ações, geração de conteúdo e automação de decisões.

A IA não se trata apenas de um chatbot. É uma convergência de tecnologias que vêm se consolidando ao longo de muitos anos. — Adriano Patrão, CEO e fundador da Lucent Minds.

Em termos práticos, isso significa que a IA pode não apenas antecipar o que vai acontecer, como mudanças na demanda, mas também sugerir o que fazer a respeito e até mesmo executar essas decisões em tempo real. Essa capacidade de orquestrar dados, análise e ação é o que a torna uma peça-chave para indústrias complexas, como a da mobilidade.

Segundo Gartner, empresas que integram essas capacidades de forma eficaz têm até 2,5 vezes mais chances de melhorar sua eficiência operacional, o que reforça a ideia de que a IA não é apenas uma tendência, mas também uma vantagem competitiva tangível.

O verdadeiro desafio: dados que existem, mas não se conectam

Um dos pontos mais críticos enfrentados pelo setor não é a falta de informação, mas a incapacidade de integrá-la. As empresas de transporte geram dados constantemente, desde buscas e compras até ocupação e comportamento do passageiro, mas essas informações geralmente estão distribuídas e fragmentadas em diferentes canais, online e offline. Isso limita a possibilidade de construir uma visão completa do cliente e, sobretudo, de reagir a tempo.

Por exemplo, Tiago Nogueira, Senior Digital Commerce Leader no Grupo Comporte, resume de forma clara ao explicar que pode haver muitos dados, mas se não estiverem conectados, não se obtém um bom desempenho. Quando os dados não dialogam entre si, as decisões se tornam mais lentas, menos precisas e, em muitos casos, reativas em vez de estratégicas.

A IA transforma esse cenário ao atuar como uma camada que conecta, interpreta e ativa esses dados. Não apenas permite identificar padrões que seriam invisíveis para a análise manual, mas também possibilita decisões em tempo real, alinhadas tanto à operação quanto à experiência do passageiro. Nesse sentido, o valor não está em ter mais informação, mas em conseguir utilizá-la de forma integrada.

Em muitas empresas, o desafio não é a falta de dados, mas a sua fragmentação. Operamos em contextos complexos, onde grande parte das informações está desorganizada e não pode ser aproveitada estrategicamente. Não se trata de começar do zero, mas de construir um caminho progressivo: organizar, integrar e ativar os dados com uma metodologia clara. Somente assim, ao longo do tempo, as empresas poderão transformar sua história em uma base sólida para otimizar decisões, aprimorar a tecnologia e gerar valor real. — Thiego Paes, Country Manager da Reserhub no Brasil

Hiperpersonalização: de segmentos a indivíduos

Outro dos grandes avanços proporcionados pela inteligência artificial é a possibilidade de escalar a personalização. Em uma indústria com milhares de rotas, combinações e perfis de usuários, tentar adaptar a oferta manualmente é praticamente inviável. No entanto, com IA, esse nível de detalhamento torna-se alcançável.

Como destaca Adriano, “quantas pessoas são necessárias para realizar esse tipo de análise? Com inteligência artificial, isso é possível?”. Isso permite migrar de uma lógica baseada em grandes segmentos para experiências individuais, nas quais cada usuário recebe recomendações, preços e comunicações adaptadas ao seu contexto específico.

Esse nível de personalização não apenas melhora a experiência do passageiro, mas também gera impacto direto no negócio. De acordo com Accenture, 91% dos consumidores têm maior probabilidade de comprar de marcas que oferecem experiências personalizadas. No transporte, isso se traduz em maior conversão, maior frequência de compra e um relacionamento mais sólido com o cliente.

Apesar de todo o seu potencial, um dos erros mais comuns na adoção de inteligência artificial é abordá-la a partir da tecnologia e não do negócio. A tentação de implementar soluções sem uma estratégia clara costuma levar a resultados limitados.

Isso implica mudar o enfoque e começar por identificar problemas concretos, como baixa ocupação, baixa conversão ou ineficiências operacionais, para depois avaliar como a IA pode resolvê-los.

Nesse contexto, a qualidade e a organização dos dados tornam-se um requisito fundamental. Sem uma base sólida, até mesmo a tecnologia mais avançada perde efetividade.

Como destaca Fábio Gardinal, Senior Customer Success Manager na Reserhub, o verdadeiro valor surge quando as empresas conseguem conectar cada ponto de contato em uma única visão do cliente.

Trata-se de integrar as informações e conhecer o cliente em todas as suas interações. Desde o primeiro contato, por exemplo, quando um passageiro inicia sua viagem a partir de um terminal, cada dado deve fazer parte de uma base unificada. Ao organizar e padronizar essas informações, as empresas de ônibus podem compreender melhor o comportamento do passageiro, avaliar a experiência que estão oferecendo e identificar oportunidades para melhorar a operação e a fidelização. — Fábio Gardinal, Senior Customer Success Manager na Reserhub.

Essa visão permite ir além da análise isolada. Ao contar com uma base de dados unificada, as empresas podem identificar com maior precisão onde estão perdendo passageiros recorrentes, quais incentivos funcionam e como otimizar cada etapa da jornada.

Em definitiva, não se trata de acumular dados, mas de organizá-los, conectá-los e ativá-los. Só assim a inteligência artificial pode cumprir seu verdadeiro papel: transformar informação em decisões que impactem diretamente o negócio.

Uma vantagem competitiva em construção

A inteligência artificial não está redefinindo o transporte terrestre de passageiros a partir de um plano teórico, mas sim a partir da operação diária. Ela pode ajudar a transformar a forma como as empresas compreendem a demanda, otimizam seus preços e constroem relacionamentos com seus passageiros.

Mas, acima de tudo, contribui para mudar a forma como as decisões são tomadas. Porque, como se observa, o verdadeiro diferencial não está em adotar tecnologia, mas em utilizá-la para resolver problemas reais e gerar impacto tangível.

Em um cenário onde a digitalização ainda é parcial e os canais permanecem fragmentados, a Inteligência Artificial no setor de viagens representa uma oportunidade única de integrar informações, antecipar comportamentos e oferecer o produto adequado no momento certo. E é nessa capacidade, mais do que na tecnologia em si, que se constrói a vantagem competitiva do futuro.

Se quiser aprofundar neste tema, convidamos você a ouvir o episódio completo do podcast no YouTube.

Reserhub nomina a Manuel Rodríguez como Head of Customer Success

Reserhub nomina a Manuel Rodríguez como Head of Customer Success

Conheça a visão de Manuel Rodríguez e o que está por vir nesta nova etapa à frente de uma equipe que tem como objetivo acompanhar estrategicamente as empresas rodoviárias em toda a região.

Na Reserhub, acreditamos que a tecnologia é apenas o ponto de partida. O verdadeiro impacto acontece quando essa inovação é acompanhada por orientação estratégica que a transforma em crescimento tangível para nossos clientes.

Hoje anunciamos que Manuel Rodríguez assume o cargo de Head of Customer Success, com a missão de fortalecer o acompanhamento estratégico de todas as empresas que confiam em nosso ecossistema na América Latina.

Manuel possui mais de 18 anos de experiência em empresas e consultorias especializadas em marketing, planejamento estratégico e desenvolvimento de negócios. É graduado em Publicidade, possui Mestrado em Negócios pela Internet e certificação em Design Thinking.

Sua trajetória combina visão estratégica, conhecimento digital e capacidade de execução, três elementos fundamentais para apoiar as empresas de ônibus em um ambiente cada vez mais competitivo e orientado por dados.

O desafio do setor: competir em um ambiente digital-first

A transformação digital no transporte terrestre na América Latina já não é uma tendência, mas uma realidade estrutural.

Segundo Manuel, a “uberização” da economia redefiniu as expectativas do viajante. Hoje, as empresas de ônibus não competem apenas entre si, mas também com modelos digitais nos quais a experiência online, a rastreabilidade e a personalização estão no centro da proposta de valor.

O ambiente competitivo deixou de ser apenas operacional; agora é digital, rastreável e orientado por dados. Novos players e agregadores constroem relacionamento direto com o viajante, capturam informações e otimizam cada interação. — Manuel Rodríguez, Head of Customer Success da Reserhub.

Diante desse cenário, a digitalização já não é um canal adicional. É a infraestrutura que permite às empresas compreender e acompanhar o viajante antes, durante e depois da viagem por meio de seus canais diretos de venda digital.

É no canal digital que se constroem rastreabilidade, conhecimento do cliente e capacidade de melhoria contínua. — Manuel Rodríguez, Head of Customer Success da Reserhub.

No entanto, a transformação não é apenas tecnológica, mas também cultural. Implica desenvolver capacidades internas, formar líderes de mudança e alinhar a organização em torno de uma visão digital-first. Adaptar processos, mentalidade e estrutura é tão relevante quanto implementar ferramentas.

Por que as empresas rodoviárias escolhem a Reserhub como parceira tecnológica

Para Manuel, a decisão de escolher a Reserhub vai além do software.

A Reserhub é a empresa que orientou estrategicamente o desenvolvimento de sua tecnologia de ecommerce para acelerar a digitalização das vendas das empresas de ônibus, com o objetivo de transformar o canal digital direto em seu principal motor de crescimento.

Os resultados no México, na Colômbia, no Peru e no Brasil demonstram que o Reserhub Commerce otimiza a conversão, melhora a experiência de compra e aumenta a retenção. No entanto, o diferencial não está apenas no produto, mas na forma como acompanhamos nossos clientes para transformar dados em decisões e crescimento sustentável.

A Reserhub não é apenas uma ferramenta de vendas online; é um ecossistema que transforma tráfego em transações e dados em decisões. — Manuel Rodríguez, Head of Customer Success da Reserhub.

Customer Success como sistema de geração de valor

A visão de Manuel é que Customer Success não é uma função de pós-venda, mas um sistema estrutural de geração de valor.

É a ponte entre a promessa do produto e o resultado real no negócio do cliente. Vejo Customer Success como um pilar central de inovação e crescimento, e não como Account Management tradicional. — Manuel Rodríguez, Head of Customer Success da Reserhub.

Essa nova etapa terá como foco:

  • Transformar a equipe em consultores estratégicos e não gestores reativos.
  • Medir e gerenciar a saúde do cliente por meio de indicadores claros.
  • Alimentar o roadmap de produto com dores reais do mercado.
  • Traduzir feedback em inovação.
  • Conectar performance digital a resultados financeiros.

Para Manuel, Customer Success deve se tornar o sistema que transforma o uso das soluções da Reserhub em crescimento mensurável: mais vendas digitais, maior retenção e recorrência, mais viajantes digitalizados e maior eficiência operacional para nossos clientes.

Quando nossos clientes crescem, o produto evolui. E quando o produto evolui, o mercado nos escolhe.— Manuel Rodríguez, Head of Customer Success da Reserhub.

Com essa nomeação, a Reserhub reforça seu compromisso de acompanhar estrategicamente as empresas de ônibus em toda a região, garantindo que a tecnologia não apenas seja implementada, mas se torne uma vantagem competitiva e um motor de evolução para o transporte terrestre.

Fidelização como motor de crescimento nas empresas rodoviárias

Fidelização como motor de crescimento nas empresas rodoviárias

O ativo mais valioso para uma empresa rodoviária não é adquirir usuários, é retê-los.

Na venda de passagens, o crescimento não depende apenas de atrair novos usuários. Depende, sobretudo, de quantos retornam.

Os usuários frequentes e fidelizados concentram uma proporção significativamente maior da receita, apesar de representarem uma minoria da base total.

Segundo a Bain & Company, aumentar a retenção de clientes em apenas 5% pode elevar os lucros entre 25% e 95%. Isso ocorre porque clientes recorrentes compram com maior frequência, confiam mais na marca e possuem um custo de conversão significativamente menor do que o de adquirir novos usuários.

No setor de transporte terrestre, onde muitos usuários viajam diversas vezes ao ano por trabalho, família ou turismo, a fidelização representa uma das maiores oportunidades estratégicas para as empresas de ônibus.

O poder estratégico da fidelização

Em uma análise recente realizada pela Reserhub sobre o comportamento de compra digital, foram identificados a seguinte distribuição de perfis e seu impacto na receita ao longo de um período de 12 meses. Trata-se de um padrão que demonstra esse potencial de crescimento:

  • 85% dos usuários são ocasionais, com 1 a 3 compras por ano, e geram 60% da receita.
  • 10% são recorrentes, com 4 a 10 compras por ano, e representam 25% da receita.
  • 5% são fidelizados, com mais de 10 compras por ano, e concentram 15% da receita.

Usuários recorrentes e fidelizados geram uma proporção maior da receita total. Isso significa que o crescimento sustentável não vem do aumento do volume de usuários, mas sim do aumento da frequência de compra.

Insight: o crescimento sustentável não depende de volume, mas da evolução do usuário.
Ação: desenvolver iniciativas de fidelização baseadas em dados para elevar a frequência de compra e expandir o valor do ciclo de vida do viajante.

Sem uma estratégia de fidelização, cada venda começa do zero. Isso cria três principais riscos:

  • Maior dependência de canais externos
  • Maior custo de aquisição
  • Menor controle sobre o relacionamento com o usuário

Por outro lado, as empresas rodoviárias que fortalecem seu canal direto e constroem estratégias de fidelização podem crescer de forma mais eficiente e sustentável.

O problema: a maioria dos usuários não retorna

O maior desafio não é a aquisição, mas a recorrência. Cada usuário ocasional representa uma oportunidade latente. Ele já confiou na marca, já comprou e superou a barreira mais difícil: a primeira conversão.

Mas, se não retorna, o custo de aquisição se dilui e o potencial de crescimento se perde. O verdadeiro impacto ocorre quando esse usuário:

  • Volta a comprar
  • Aumenta sua frequência
  • Desenvolve um relacionamento com a marca

Fidelizar é desenhar experiências que convidam a voltar

Empresas líderes não esperam que a lealdade aconteça: elas a projetam. Construem ecossistemas digitais que acompanham o usuário durante todo o seu ciclo de vida, desde a primeira compra até a recompra.

A lealdade não é gerenciada como uma promoção isolada, mas como uma estratégia contínua para ganhar relevância, fortalecer o relacionamento com o usuário e transformar cada interação em uma oportunidade de retorno. É por isso que a lealdade impulsiona o canal direto com dados e recompensas personalizadas.

As ações mais eficazes incluem:

1. Fortalecer o canal direto
O canal direto é onde o relacionamento acontece. Permite conhecer o usuário, entender seu comportamento e criar experiências personalizadas.

Cada interação é uma oportunidade de gerar recorrência.

2. Usar dados para identificar oportunidades de recompra
O comportamento revela intenção. Saber quem comprou, quando e para onde permite ativar estímulos relevantes no momento certo.

A fidelização eficaz é oportuna, não genérica.

3. Reduzir fricção na recompra
A conveniência impulsiona a recorrência. Experiências rápidas, personalizadas e consistentes aumentam a probabilidade de retorno.
Cada segundo de fricção é uma oportunidade perdida.

4. Criar incentivos alinhados ao comportamento real do usuário
Não se trata de oferecer mais benefícios, mas os benefícios certos, no momento certo.
A relevância é o verdadeiro motor da fidelização.

A fidelização é a ponte entre aquisição e crescimento sustentável. Não se trata apenas de vender uma passagem, mas de construir um relacionamento que se fortalece ao longo do tempo.

Quando uma empresa consegue converter seus usuários ocasionais em viajantes recorrentes e fiéis, ela não apenas aumenta sua receita, mas também fortalece a previsibilidade do negócio e consolida   uma vantagem competitiva duradoura.

Por isso, as empresas líderes em transporte estão investindo no fortalecimento de seus canais diretos, na ativação de estratégias de fidelidade impulsionadas por insights e dados e na criação de experiências centradas no usuário.

Porque, no final das contas, ampliar a experiência dos usuários fiéis é ampliar o negócio.

Pix, Dimo, Yape e Bre-B: o que as empresas de transporte podem aprender com os pagamentos digitais instantâneos na região da América Latina

Pix, Dimo, Yape e Bre-B: o que as empresas de transporte podem aprender com os pagamentos digitais instantâneos na região da América Latina

Pix, Dimo, Yape e Bre-B estão transformando os pagamentos digitais na América Latina. Descubra o que isso significa para o transporte terrestre e como vender mais com menos atrito.

A forma como as pessoas concluem um processo de pagamento está mudando mais rápido do que nunca na América Latina. Hoje, milhões de usuários já não pensam em cartões, em dinheiro em espécie ou em transferências lentas e cheias de fricção. Eles esperam pagar em segundos, a partir do celular, com soluções simples, seguras e disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Os pagamentos digitais referem-se a qualquer forma de pagamento sem dinheiro em espécie ou pagamentos realizados sem cédulas ou moedas, seja em um ambiente on-line ou off-line. Isso pode incluir pagamentos com cartões (débito, crédito e pré-pago), carteiras digitais (wallets), transferências bancárias digitais, pagamentos digitais instantâneos, pagamentos por QR Code ou pagamentos por link de pagamento.

No entanto, os sistemas de transferência imediata estão redefinindo a experiência de pagamento na região, ao abordar barreiras-chave e melhorar o processo de pagamento digital. Exemplos desse tipo de pagamento são o Pix no Brasil, o Dimo no México, o Yape no Peru e o Bre-B na Colômbia.

Para o transporte terrestre de passageiros, essa transformação não é uma tendência distante ou alheia, mas uma oportunidade concreta para melhorar a conversão, reduzir fricções e acelerar a venda direta.

Na Reserhub, temos claro que integrar múltiplos meios de pagamento digitais deixou de ser um detalhe operacional para se tornar uma decisão estratégica e uma vantagem competitiva. Hoje, no e-commerce, o pagamento não encerra a jornada do cliente: ele o define. É nesse ponto que se conquista a fidelidade ou se perde o usuário.

Pagamentos digitais na América Latina: uma visão regional

A América Latina tem uma particularidade: altos níveis de uso de dinheiro em espécie, mas também uma rápida adoção de soluções digitais quando elas resolvem fricções reais. Atualmente, os métodos de pagamento digitais e eletrônicos representam 60% do gasto total de consumo, segundo dados da PCMI Insights.

Os pagamentos instantâneos surgem justamente para fechar essa lacuna entre bancarização, velocidade e experiência.

Estamos avançando como região na digitalização dos pagamentos. No México, um caso de sucesso é o SPEI. Seu uso é cada vez mais frequente para pagamentos entre pessoas ou com tíquete médio elevado. Nós o habilitamos, por exemplo, no Mercado Pago como meio de pagamento, mas ainda estamos longe do que acontece no Brasil ou do que está prestes a acontecer na Colômbia com o Bre-B. No México, há iniciativas como o Dimo. — Jorge Cabrera, Diretor Comercial do Mercado Pago no México.

Jorge compartilhou que um dos grandes desafios é fazer com que mais pessoas digitalizem o seu dinheiro. A questão não é se as ferramentas funcionam; isso já está comprovado, mas o que acontece quando os usuários não têm uma conta de poupança que lhes permita utilizá-las? Por exemplo, com o Pix no Brasil, para que as pessoas possam transferir dinheiro, é necessário ter uma conta bancária.

Entendemos bem essa dor. Ao conversar com as empresas, o padrão se repete: investir para atrair um cliente digital, levá-lo quase até o final do processo e a transação cair no último passo porque ele não tem cartão ou porque precisa sair de casa para pagar em dinheiro. É aí que o impacto é maior. O ponto mais crítico da Jornada do cliente é o pagamento: quando todo o esforço operacional, comercial e de marketing já foi feito, a venda se perde na etapa final. —Jorge Cabrera, Diretor Comercial do Mercado Pago no México.

O que são Pix, Dimo, Yape e Bre-B?

Pix (Brasil)

O Pix é um sistema de pagamentos instantâneos criado e gerido pelo Banco Central do Brasil (BCB) que permite transferências e pagamentos em tempo real, 24 horas por dia, todos os dias do ano, sem interrupções e com liquidação imediata. Foi lançado em novembro de 2020, como parte de uma política pública para promover a inclusão financeira e modernizar o sistema de pagamentos do país.

O Pix viabiliza pagamentos e transferências entre pessoas, empresas e comércios diretamente a partir de uma conta bancária, utilizando chaves simples como número de telefone, e-mail, número de documento ou um código aleatório, sem a necessidade de dados bancários complexos. Também permite pagamentos por meio de códigos QR, facilitando seu uso em pontos de venda físicos e digitais.

Desde sua introdução, o Pix teve uma adoção massiva no Brasil. Em setembro de 2025, em um país com população total de 213 milhões de pessoas, 170,2 milhões de brasileiros já haviam utilizado o Pix, segundo dados publicados pelo Banco Central do Brasil.

Durante 2025, foram realizadas, em média, mais de seis milhões de transações por mês.

Dimo (México)

O Banco do México (Banxico) tem buscado implementar iniciativas semelhantes ao Pix no Brasil para promover a inclusão financeira. Em março de 2023, lançou um novo sistema de pagamentos instantâneos em tempo real: o Dinero Móvil, ou Dimo.

No caso das transferências entre pessoas, o Dimo permite enviar e receber dinheiro utilizando apenas o número de telefone celular do remetente e do destinatário, desde que ambos estejam registrados no sistema.

Esse sistema é sucessor do CoDi (Cobro Digital), lançado em 2019, que prioriza o uso de códigos QR e surgiu como uma alternativa que viabiliza pagamentos por meio de QR Code e tecnologia NFC, eliminando a necessidade do uso de cartões físicos. No entanto, o número de contas que realizaram ao menos um pagamento por esse método ainda é relativamente baixo.

No caso do Dimo, dos 5,6 milhões de usuários registrados em janeiro de 2024, o número aumentou para 12,2 milhões em dezembro do mesmo ano. Já no caso do CoDi, em dezembro de 2024, o número médio de operações diárias realizadas com essa ferramenta foi de 9.903, segundo dados do Banxico.

O México avança em um ritmo mais gradual. Embora o SPEI cresça de forma sustentada, o Dimo ainda enfrenta desafios de adoção em massa, principalmente devido à baixa bancarização (apenas cerca de 52% dos adultos possuem conta bancária). Ainda assim, constitui uma base importante para o futuro dos pagamentos instantâneos.

Bre-B (Colômbia)

O Bre-B é o sistema de pagamentos imediatos interoperável do Banco da República da Colômbia, por meio do qual todos os colombianos podem transferir dinheiro, independentemente da instituição financeira à qual pertençam.

Para realizar uma transação, o usuário precisa apenas acessar o botão Bre-B dentro do aplicativo de sua instituição financeira, inserir a chave do destinatário e o valor a ser transferido.

Para receber transferências, é necessário ter ao menos uma chave cadastrada, que pode ser o número de telefone, o documento de identidade, o e-mail ou um código alfanumérico atribuído pela instituição financeira. Todas as chaves podem ser consultadas e gerenciadas a partir do mesmo botão Bre-B no aplicativo.

Desde o início de sua operação, por meio do Bre-B, foram acumulados milhões de transações. Até 15 de janeiro de 2026, havia mais de 33 milhões de clientes registrados e mais de 312 milhões de transações realizadas, segundo dados publicados pelo Banco da República.

A Colômbia ainda se encontra em uma etapa inicial, mas com um marco regulatório claro e aprendizados diretos de casos como o Pix. Tudo indica uma adoção acelerada quando o sistema estiver plenamente operacional.

Yape (Peru)

O Yape é uma carteira digital privada criada pelo Banco de Crédito do Peru (BCP) que permite enviar e receber dinheiro instantaneamente, utilizando apenas um número de celular ou código QR, sem comissões para transferências entre usuários do aplicativo, além de possibilitar o pagamento de serviços, recarga de saldo e outras funcionalidades.

Atualmente, o Yape conta com mais de 15 milhões de usuários ativos e, para 2026, a expectativa é alcançar um total de 16,5 milhões de usuários ativos.

O que o pagamento digital instantâneo significa para o transporte terrestre?

No transporte terrestre, o pagamento costuma ser o ponto de maior fricção do processo de venda (jornada do cliente). O usuário já escolheu rota, horário e assento, mas abandona a compra quando:

  • Não possui cartão
  • O processo é lento
  • Precisa sair para pagar em dinheiro
  • O sistema falha ou demora a confirmar
  • Não há diversidade de métodos de pagamento

Os pagamentos digitais atacam diretamente esses problemas. Para rotas de alta frequência, trajetos curtos ou compras de última hora, pagar em segundos pode ser a diferença entre vender e perder o passageiro.

Wallets e transferências imediatas: seu papel no processo de compra

As carteiras digitais são aplicativos ou plataformas que permitem armazenar dinheiro de forma eletrônica, guardar métodos de pagamento e realizar transações de maneira rápida e segura, a partir do celular ou da web. Elas facilitam pagamentos, transferências e compras sem a necessidade de dinheiro em espécie ou cartões físicos e geralmente integram camadas de segurança como autenticação biométrica e criptografia.

Por isso, as wallets e os pagamentos instantâneos não são apenas mais um método de pagamento, mas verdadeiros aceleradores de conversão e fidelização.

Na jornada do cliente, eles:

  • Reduzem o tempo entre intenção e compra
  • Eliminam etapas desnecessárias
  • Diminuem o abandono no checkout
  • Viabilizam compras espontâneas e de oportunidade

Por exemplo, quando o usuário já tem seu dinheiro em uma wallet, o pagamento se torna quase invisível  e isso eleva a taxa de sucesso da transação.

O que uma empresa rodoviária precisa para integrá-los com sucesso?

Adicionar pagamentos instantâneos não é apenas uma questão de “incluir um botão”. Requer alinhamento interno entre o time de produto e o time de desenvolvimento para facilitar a integração dos diferentes métodos de pagamento digitais dentro do e-commerce. Contar com um parceiro tecnológico como a Reserhub permite acelerar esse processo e oferecer a experiência necessária para fazê-lo de forma ágil e eficiente.

A partir da experiência da Reserhub, as empresas precisam de:

1. Infraestrutura de pagamentos flexível
Capaz de integrar múltiplos métodos (wallets, transferências, cartões) sem fricção ou desenvolvimentos isolados.

2. Orquestração inteligente de pagamentos
Escolher o melhor método de acordo com o país, contexto, tíquete médio, comissões e comportamento do viajante.

3. Visão unificada de dados
Entender quais métodos convertem melhor, em quais rotas, horários e perfis de passageiros.

4. Um parceiro tecnológico especializado
Que conheça o setor, antecipe mudanças regulatórias e acelere a integração sem impactar a operação diária.

O papel de um parceiro tecnológico estratégico

A região avança para um cenário em que os pagamentos instantâneos serão o padrão, não a exceção. Para as empresas de transporte, o desafio vai além de apenas se adaptar: trata-se de fazê-lo com velocidade, controle e visão de longo prazo.

Na Reserhub, trabalhamos para que a tecnologia de pagamentos seja um habilitador do crescimento de nossos parceiros em seus canais diretos e não um obstáculo. Integramos ecossistemas de pagamento pensados para a realidade da América Latina, conectados a dados, revenue e experiência do passageiro.

Porque o futuro do transporte terrestre passa por entender o viajante e transformar cada interação em valor real para o setor.

Pix, Dimo, Yape e Bre-B não são casos isolados. São sinais claros de para onde a região está se movendo. As empresas de transporte que se prepararem hoje estarão melhor posicionadas para capturar a demanda de amanhã.

A pergunta já não é se os pagamentos digitais chegarão à operação das empresas de transporte terrestre de passageiros, mas quão preparadas elas estão para aproveitá-los quando isso acontecer.

Na Reserhub, acompanhamos as empresas rodoviárias nesse caminho, conectando tecnologia, dados e pagamentos para impulsionar uma venda direta mais ágil, rentável e centrada no viajante.